MENU
Secretaria de Estado de Direitos Humanos demite pai de acusado de estupro coletivo
Por Administrador
Publicado em 03/03/2026 23:24
Geral

Com Informações do g1 

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro informou que José Carlos Simonin será exonerado nesta terça-feira (3). O subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa é pai de um dos quatro réus por um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

Dois suspeitos se entregaram nesta terça-feira (2), mas filho de José Carlos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, é um dos dois foragidos. Segundo o delegado, eles devem se entregar até quarta-feira (3).

Segundo a pasta, a medida foi adotada no âmbito administrativo “visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”. A secretaria afirmou ainda que as investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.

Até a última atualização desta reportagem, José Carlos Simonin não havia se manifestado sobre a exoneração

José Carlos Simonin teve exoneração anunciada pelo governo do estado — Foto: Reprodução

Antes de a saída ser confirmada, Rosangela Gomes, secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, pasta onde fica a subsecretaria de Simonin, publicou uma nota nas redes sociais afirmando ter tomado conhecimento das “graves denúncias” com “profunda indignação e tristeza”.

“Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência. Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”, escreveu.

Ela informou ainda que, por meio do Governo do Estado, a Secretaria da Mulher está prestando apoio jurídico e psicológico à adolescente e à família. “Deixo aqui minha total solidariedade a esta jovem de 17 anos e à sua família”, afirmou.

Posteriormente, o Governo do Estado do Rio de Janeiro também se manifestou. Em nota, declarou que repudia “veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente” e informou que a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro concluiu a investigação e identificou cinco autores — quatro maiores de idade e um menor.

Segundo o governo, a Justiça decretou a prisão dos suspeitos, que estão foragidos, e diligências seguem em andamento para localizá-los.

O que aconteceu?

Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Esse rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha.

No elevador, o rapaz avisou que mais amigos estavam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, ela recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o ex, outros 4 rapazes entraram no cômodo.

A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem.

No entanto, segundo o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida.

 

 

Comentários